20 janeiro, 2014

Equívoco


Bagunça a vida
Vem me faz mal

Me faz bonita
Me deseja e me faz mal

Me tira o sono, vem
Perde um sono comigo
E talvez... e talvez...

...

Vou me apaixonar
Perto de você
Bom eu me afastar
Ou cê vai querer vir comigo

Quem é você?

...

Não sei, me confundi, é um canalha
Respeito passou longe de você

Não fui a mais sensata
Mas porque cê me deixou
Esperou passar a noite
Não quis ficar dormindo


Diego Cruz





22 novembro, 2013

Só Repente


É muito triste gostar de quem não gosta da gente.

Uma noite fria, insônia frequente
Um dia de cores rasas, um coração doente
A espera muda de um amor ausente

O terror da fala, no olhar suspense
O tremor que cala e faz prender os dentes
Um choro contido a cada vez que sente
Que o amor sentido, não vivido, reprimido, descontente
Só dará história para mais um outro repente

É muito triste gostar de quem não gosta da gente.

Diego Cruz


Poema desenvolvido seguindo a mota do poeta delmirense Virgílio Gonçalves:
"É muito triste gostar de quem não gosta da gente"



09 outubro, 2013

Mais uma Dose


Hoje eu bebi uma dose de meu passado
Uma dose com litros e litros do que pensei passado
Inerte, fui longe, ganhei o olhar, reapaixonei e tropecei em memórias
Inerte, vou longe, imagino um olhar, bebo outra dose e abraço as memórias

...

Diego Cruz

15 agosto, 2013

Caminho


Carrega leve com passadas firmes,
Pois é grande

Na grandeza miúda, espera
Na grandeza miúda, sorri
Na grandeza miúda, desespera
Na grandeza miúda feliz

Seu caminho ímpar tortuoso
Seu caminho lindo e perigoso
Ruas, vielas, praias, jardins
Amores, acasos, choros e o fim


Carrega firme com olhares leves,
Pois é doce

Na doçura branda, espera
Com doçura branda, sorri
Sem doçura branda, desespera
Sua doçura branda feliz

Seu amor ímpar conflituoso
Seu amor raro e grandioso
Beijos, abraços, gozos e o fim
Beijos, abraços, gozos e o fim


Diego Cruz


29 maio, 2013

Momentos


Seus momentos de uma só coisa
Seus instintos reprimidos, suas falas mal faladas

Depois do fosco, o rosto
Depois da tara, a sala
Depois do belo, o berro
Depois do gozo, o nada

...

Dois instantes de uma só outra

O abrir e o fechar de olhos
A vinda e a ida de vida
O compasso e o descompasso do emoção
O terror e o amor da solidão
O amor e o terror que pisa o chão

O terror e o amor
O amor e o ter dor


Diego Cruz